São Paulo Railway
A primeira ferrovia paulista e a porta do café para o mar: de Santos, vencendo a Serra do Mar por planos inclinados com cabos, a São Paulo e Jundiaí, aberta em 16/2/1867 por uma companhia inglesa. Em Jundiaí começa a Paulista.
Operadores
- 1867–1946: São Paulo Railway Company (“São Paulo Railway”, Wikipédia, a enciclopédia livre)
- 1946–1957: Estrada de Ferro Santos a Jundiaí (“São Paulo Railway”, Wikipédia, a enciclopédia livre)
- 1957–1996: Rede Ferroviária Federal S.A. (“São Paulo Railway”, Wikipédia, a enciclopédia livre)
- 1996–hoje: MRS Logística (“São Paulo Railway”, Wikipédia, a enciclopédia livre)
A linha, mudança por mudança
Versão em texto da linha do tempo do mapa: cada linha da tabela é o começo de um novo estado de um trecho.
| Quando | Trecho | Passa a estar |
|---|---|---|
| Santos (Valongo) – Cubatão | em operação Abertura de toda a linha, de Santos a Jundiaí. |
| Cubatão – Piaçaguera | em operação Abertura de toda a linha, de Santos a Jundiaí. |
| Piaçaguera – Raiz da Serra | em operação Abertura de toda a linha, de Santos a Jundiaí. |
| Serra Velha — Raiz da Serra – Paranapiacaba | em operação Quatro planos inclinados com cabos, puxados por máquinas fixas; os trens subiam e desciam em "pedaços", presos ao cabo por um vagão-freio ("serra-breque"). |
| Paranapiacaba – Rio Grande da Serra | em operação Abertura de toda a linha, de Santos a Jundiaí. |
| Rio Grande da Serra – Santo André – São Caetano – Brás | em operação Abertura de toda a linha, de Santos a Jundiaí. |
| Brás – Luz | em operação Abertura de toda a linha, de Santos a Jundiaí. |
| Luz – Lapa – Perus – Várzea – Jundiaí | em operação Abertura de toda a linha, de Santos a Jundiaí. |
| Serra Nova — funicular de 1901 | em operação Segundo sistema, paralelo à Serra Velha, com cinco planos inclinados; obras iniciadas em 1895. | |
| Serra Velha — Raiz da Serra – Paranapiacaba | em operação Os planos inclinados dão lugar ao sistema de cremalheira-aderência, com locomotivas elétricas. | |
| Serra Nova — funicular de 1901 | desativado Desativado para cargas; a partir de 1987 só um trecho funcionou como atração turística a partir de Paranapiacaba. | |
| Santos (Valongo) – Cubatão | só carga "Desativado com a chegada do último trem de passageiros" a Santos. |
| Cubatão – Piaçaguera | só carga "Desativado com a chegada do último trem de passageiros" a Santos. |
| Piaçaguera – Raiz da Serra | só carga "Desativado com a chegada do último trem de passageiros" a Santos. |
| Serra Velha — Raiz da Serra – Paranapiacaba | só carga "Desativado com a chegada do último trem de passageiros" a Santos. |
| Paranapiacaba – Rio Grande da Serra | só carga Fim dos trens metropolitanos regulares até Paranapiacaba; desde então só trens turísticos ocasionais. |
Trechos e qualidade do traçado
| Trecho | Extensão | Traçado | Confiança |
|---|---|---|---|
| Santos (Valongo) – Cubatão | 12,2 km | osm-old | alta |
| Cubatão – Piaçaguera | 7 km | osm-current | alta |
| Piaçaguera – Raiz da Serra | 3 km | osm-current | alta |
| Serra Velha — Raiz da Serra – Paranapiacaba | 8,3 km | osm-current Desenhado pela cremalheira de 1974, construída no caminho da Serra Velha. Os quatro planos inclinados de 1867 seguiam esse caminho, mas o desenho exato dos patamares ainda não está mapeado. | média |
| Serra Nova — funicular de 1901 | 11,1 km | osm-old Leito do funicular (cinco planos inclinados), mapeado no OSM como "Funicular da Serra do Mar". | alta |
| Paranapiacaba – Rio Grande da Serra | 10,7 km | osm-current | alta |
| Rio Grande da Serra – Santo André – São Caetano – Brás | 35,2 km | osm-current | alta |
| Brás – Luz | 1,7 km | osm-current | alta |
| Luz – Lapa – Perus – Várzea – Jundiaí | 60,9 km | osm-current | alta |
Cronologia
- 15 de março de 1860 — Começam as obras da São Paulo Railway. Início da construção pelo trecho Santos–Piaçaguera; a concessão, obtida pelo Barão de Mauá, é de 1856.
- 16 de fevereiro de 1867 — Aberta a São Paulo Railway, de Santos a Jundiaí. A primeira ferrovia paulista entra em operação; a Serra do Mar é vencida por quatro planos inclinados com cabos.
- 31 de março de 1872 — Primeira viagem da Paulista: Jundiaí–Valinhos. Com autorização do governo provincial, corre o primeiro trem de Jundiaí a Valinhos, parando em Capivary (Louveira) e Cachoeira (Vinhedo).
- 11 de agosto de 1872 — Inaugurada a linha Jundiaí–Campinas. A Paulista chega a Campinas, com a presença do presidente da Província; o relatório da Companhia registra a autorização em 9 de agosto.
- 3 de maio de 1875 — Primeira linha da Mogiana: Campinas–Jaguari. A Mogiana abre o tráfego de Campinas até Jaguari (Jaguariúna).
- 10 de julho de 1875 — A Sorocabana liga São Paulo a Sorocaba. Abre a linha de São Paulo a Sorocaba, a razão de ser da companhia. Até o fim do ano viajam nela 12.682 passageiros.
- 27 de agosto de 1875 — A Mogiana chega a Mogi Mirim. Os trilhos chegam a Mogi Mirim; o ramal de Amparo é aberto no mesmo ano.
- 27 de agosto de 1875 — Os trilhos chegam a Santa Bárbara (Americana). Inaugurados os 38 km de Campinas a Santa Bárbara, com a estação de Rebouças (Sumaré) no caminho.
- 15 de novembro de 1875 — Ramal de Amparo, o primeiro da Mogiana. Os trilhos saem de Jaguari (Jaguariúna) e chegam a Pedreira e Amparo, centro de uma grande zona de café.
- 30 de junho de 1876 — A Paulista chega a Limeira. Depois de cruzar o rio Piracicaba, a linha abre as estações de Tatu e Limeira.
- 11 de agosto de 1876 — A Linha Tronco chega a Rio Claro. Tráfego provisório até "a cidade de S. João do Rio Claro", ponto final da Linha Tronco nesta etapa.
- 31 de dezembro de 1876 — Trilhos até a Fábrica de Ferro de Ipanema. Inaugurado o prolongamento de Sorocaba a Ipanema, com o trem inaugural saindo de São Paulo.
- 10 de abril de 1877 — A Paulista parte de Cordeiro rumo ao Mogi-Guaçu. Aberta a primeira seção da linha do Mogi-Guaçu, de Cordeiro (Cordeirópolis) a Araras. Leme vem em setembro de 1877 e Pirassununga em outubro de 1878.
- 14 de janeiro de 1878 — A Mogiana chega a Casa Branca. Casa Branca vira ponta da linha.
- 15 de janeiro de 1880 — Trilhos no porto do Mogi-Guaçu. A Paulista chega a Porto Ferreira, na balsa do rio Mogi-Guaçu. Sem licença para cruzar o rio rumo a Ribeirão Preto, zona da Mogiana, a linha é desviada para Descalvado, aberto em 7/11/1881.
- 16 de julho de 1882 — A Sorocabana chega a Boituva. Depois de Bacaetava (1880), os trilhos chegam a Boituva, onde já se recebe café de Botucatu. A linha em tráfego mede 162 km.
- 30 de julho de 1882 — Ramal da Penha (Itapira). Inaugurado o ramal de 20 km de Mogi Mirim à Penha do Rio do Peixe, hoje Itapira, construído com dinheiro dos moradores.
- 16 de agosto de 1882 — Linha aberta até São Simão. Inaugurada a linha de Casa Branca a São Simão, com as estações de Lage (km 22) e Córrego Fundo (km 54).
- 1 de janeiro de 1883 — Os trilhos chegam a Tietê. Abre o trecho Boituva–Cerquilho–Tietê. Até 1886, Tietê é a ponta da Sorocabana; depois vira um ramal de 9 km.
- 1 de maio de 1883 — Parada de São Caetano. Aberta a parada junto ao núcleo colonial de São Caetano; a SPR anunciou nos jornais o dia 12 de maio.
- 23 de novembro de 1883 — A Mogiana chega a Ribeirão Preto. Os trilhos chegam a Ribeirão Preto, com a estação de Cravinhos no caminho.
- 1 de dezembro de 1884 — Companhia Rio-Clarense abre a linha de Rio Claro. A Rio-Clarense, de bitola métrica, abre a linha de Rio Claro rumo a São Carlos; de Feijão sairá o Ramal de Jaú.
- 1 de julho de 1885 — Ramal de Jaú: Morro Pelado e Campo Alegre. Abertas as estações de Morro Pelado (a velha Itirapina) e Campo Alegre, no ramal que seguirá até Jaú.
- 24 de junho de 1886 — Rumo a Botucatu: Jumirim e Laranjal. A linha volta a avançar a partir de Cerquilho, agora em direção a Botucatu, com as estações de Juru-Mirim e Laranjal.
- 7 de setembro de 1886 — Trilhos em Dois Córregos. O Ramal de Jaú chega a Dois Córregos.
- 1887 — O Ramal de Jaú chega a Jaú. Jaú passa a ser ponta da linha da Rio-Clarense.
- 21 de julho de 1887 — A Sorocabana chega a Conchas. Conchas é a nova ponta da linha.
- 27 de agosto de 1887 — Ramal Férreo do Rio Pardo. Uma companhia particular abre a linha de Casa Branca a São José do Rio Pardo. A Mogiana a compra em 1888 e a prolonga até Mococa (1890) e Canoas (1891), na divisa com Minas.
- 20 de junho de 1888 — Ao pé da serra de Botucatu. Em 1888 a linha avança por Pirambóia (março), Piapara (maio) e Victoria, hoje Vitoriana (junho), na raiz da serra de Botucatu.
- 20 de abril de 1889 — A Sorocabana chega a Botucatu. Vencida a serra, os trilhos chegam a Botucatu, a 1,5 km da cidade.
- 1892 — Nasce a União Sorocabana e Ituana. O governo funde a Sorocabana com a Ituana, à beira da falência. Em 1903 a ferrovia passa à União, em 1905 ao Estado, que a arrenda em 1907 à Sorocabana Railway e a retoma em 1919.
- 28 de março de 1892 — Os trilhos chegam a Serra Negra. Termina o ramal que saía de Amparo por Pantaleão (1889) e Brumado (1890) até a estância de Serra Negra.
- 1 de abril de 1892 — Paulista compra a Companhia Rio Claro. Em 1/4/1892 a Paulista adquire a rede da Rio Claro Railway, de bitola métrica; Rio Claro vira ponto de baldeação entre as duas bitolas.
- 20 de fevereiro de 1893 — Ramal de Santa Veridiana. A Paulista leva seu ramal até a fazenda Santa Veridiana, a um quilômetro da linha da Mogiana, depois de anos de disputa pela zona privilegiada. As duas linhas só se ligam em 1913, na estação de Baldeação.
- 5 de março de 1897 — Ligação Capão Bonito–São Manuel. A ligação de 27 km entre Capão Bonito (Rubião Júnior) e São Manuel substitui a linha da Ituana pela serra e vira o começo do caminho para Bauru.
- 1 de julho de 1899 — Começa o Ramal dos Agudos. A Paulista abre, a partir de Dois Córregos, as estações de Saldanha Marinho, Capim Fino, Falcão Filho e Campos Salles.
- 1901 — Serra Nova e nova estação da Luz. Entra em operação o segundo sistema de planos inclinados, a Serra Nova; em março é inaugurado o novo prédio da Luz.
- 25 de março de 1903 — Ramal dos Agudos até Ayrosa Galvão. Aberto o trecho entre Campos Salles e Ayrosa Galvão, com as estações de Iguatemi e Ayrosa Galvão.
- 1 de outubro de 1903 — Ramal dos Agudos chega a Pederneiras. O Ramal dos Agudos, que sai de Dois Córregos, cruza o Tietê numa ponte metálica de 400 m, a mais extensa de São Paulo, e chega a Pederneiras.
- 22 de abril de 1905 — A Sorocabana chega a Bauru. O Ramal de Bauru é entregue ao tráfego provisório em 22 de abril e ao definitivo em 1.º de julho de 1905. No ano seguinte, a Noroeste parte de Bauru rumo ao Mato Grosso.
- setembro de 1906 — Primeiro trecho: Bauru – Presidente Alves. A Noroeste começa a operar a partir de Bauru, chegando a Presidente Alves em setembro de 1906.
- 16 de fevereiro de 1908 — Afonso Pena inaugura Avanhandava. O presidente da República visita a Noroeste e assiste à inauguração da estação de Avanhandava.
- 2 de dezembro de 1908 — Os trilhos chegam a Araçatuba. Abertos Penápolis e Araçatuba, onde a primeira estação é um vagão de madeira ao lado da linha.
- 21 de abril de 1909 — Ramal de Socorro. A Mogiana conclui o ramal que sai da Reversão, perto de Monte Alegre, e chega a Socorro. O primeiro trecho, de 14 km, era de agosto de 1908.
- 1910 — A ferrovia atinge o rio Paraná em Jupiá. A travessia para Mato Grosso é feita por balsa até a construção da ponte.
- 13 de maio de 1910 — Linha aberta até Itapura. Abertas Lussanvira e Itapura, na linha que acompanha o vale do Tietê.
- 8 de agosto de 1910 — A Paulista chega a Bauru. O Ramal de Bauru liga Pederneiras a Bauru, onde a Paulista encontra a Noroeste e a Sorocabana.
- 7 de dezembro de 1911 — Fundação de Birigui. Nicolau da Silva Nunes funda o povoado em terras próximas à ferrovia.
- 13 de dezembro de 1912 — Abre a estação de Birigüi. A estação é aberta no centro do povoado, que cresce ao seu redor.
- 7 de setembro de 1914 — Linha dupla de Jundiaí ao km 43. A Paulista inaugura a via dupla de Jundiaí ao km 43; o trecho até Campinas é duplicado em 1/6/1916.
- 1 de junho de 1916 — Bitola larga até Itirapina. A Paulista abre a linha de bitola larga Rio Claro–Itirapina, com as novas estações de Batovi e Itirapina.
- 1917 — Prédio definitivo da estação de Birigui. Construído o prédio que funcionaria até 1969.
- 8 de dezembro de 1921 — Birigüi vira município. Lei estadual nº 1.811 desmembra Birigüi de Penápolis.
- 1922 — Eletrificação Jundiaí–Campinas. A Paulista eletrifica o trecho Jundiaí–Campinas, um dos primeiros eletrificados do país (a subestação de Louveira é de 1921).
- 30 de julho de 1922 — A Paulista chega a Piracicaba. Aberto o ramal de Recanto, perto de Nova Odessa, até Piracicaba. Santa Bárbara d'Oeste tinha os trilhos desde 1917.
- 1926 — Ponte Francisco de Sá sobre o rio Paraná. A ponte substitui a balsa entre Jupiá e Três Lagoas.
- 21 de dezembro de 1928 — Linha dupla São Paulo–Santo Antônio e Variante de Tatuí. Concluída a linha dupla e retificada de São Paulo a Santo Antônio Novo (Iperó), com 139,8 km. Os leitos velhos por Villeta, Coronel Mursa e Santo Antônio ficam abandonados, e o Ramal de Itararé passa a sair de Iperó.
- 1 de agosto de 1929 — Nova estação de Brotas. Concluídas as variantes perto de Brotas e de Torrinha a Dois Córregos; Brotas ganha sua terceira estação, fora da cidade.
- 6 de agosto de 1929 — Começa a operar a Variante de Jupiá. Aberta Guararapes, primeira estação do novo traçado pelo espigão, longe da malária do vale do Tietê.
- 18 de novembro de 1929 — Retificação Desembargador Furtado–Jaguari. Nova estação de Carlos Gomes, a cerca de 1 km da velha.
- 1937 — Variante de Jupiá concluída. A variante, com Andradina inaugurada em 11/7/1937, substitui o trecho que costeava o Tietê.
- 11 de agosto de 1940 — Nova estação de Laranjal. Muda o traçado dentro de Laranjal, entre o rio Sorocaba e Maristela, e a estação vai para o local atual.
- 20 de janeiro de 1941 — A linha velha vira Ramal de Lussanvira. O trecho Lussanvira–Itapura–Jupiá é abandonado e 77 km de trilhos são retirados; Araçatuba–Lussanvira passa a ramal.
- 15 de novembro de 1941 — Nasce o Tronco Oeste da Paulista. Inaugurada a nova linha de Dois Córregos a Jaú e à margem esquerda do Tietê (43,5 km), com estações novas em Lacerda Franco, Banharão, Jaú, Ave Maria e Airosa Galvão; suprimidos os trechos Mineiros–Jaú, Dois Córregos–Capim Fino e Iguatemi–km 56. Eletrificação Itirapina–Jaú concluída em 15/11/1941.
- 13 de setembro de 1946 — Fim da concessão inglesa. Termina a concessão da São Paulo Railway; a linha passa ao governo federal como Estrada de Ferro Santos a Jundiaí.
- 15 de junho de 1947 — Bitola larga até Bauru. A bitola larga chega de Pederneiras a Bauru.
- dezembro de 1948 — Variante Lagoa–Tambaú. O tronco deixa o centro de Casa Branca; a estação nova é de 1951.
- 22 de abril de 1952 — Variante Juquiratiba–Botucatu. A nova linha, com oito estações, encurta o caminho até Botucatu e aposenta a velha subida da serra por Pirambóia e Vitoriana, que some de vez em 1954–1955.
- 1957 — A NOB passa à RFFSA. A Noroeste é incorporada à Rede Ferroviária Federal.
- 31 de dezembro de 1960 — Fim do Ramal de Tietê. Desativado o ramal mais curto da Sorocabana. O arrancamento dos trilhos é autorizado em janeiro de 1962.
- 1961 — Ramal de Lussanvira desativado. O ramal é desativado; a erradicação é autorizada em 19/8/1965.
- 15 de novembro de 1962 — Variante de Lins: a linha sai do centro de Lins. Inaugurada a nova estação de Lins; o leito antigo, no bairro Junqueira, vira avenida. Cargueiros já testavam a variante desde março.
- 1 de junho de 1965 — Nova estação de Ribeirão Preto. Com a Variante Bento Quirino–Entroncamento, Ribeirão Preto ganha estação fora do centro; a velha é demolida em 1968.
- 16 de setembro de 1966 — Fim dos ramais de Socorro e de Mococa. A Mogiana fecha o Ramal de Socorro em setembro e o trecho Ribeiro do Valle–Mococa em novembro de 1966. O Ramal de Amparo acaba no ano seguinte.
- 1968 — Represas inundam Itapura. As barragens de Jupiá e Ilha Solteira inundam a região da antiga linha.
- 30 de janeiro de 1969 — Nova estação de Birigui, na variante. Inaugurada a estação atual, fora do centro.
- 16 de fevereiro de 1969 — Os trilhos saem do centro de Birigui. A Variante Birigui–Coroados é aberta ao tráfego; o prédio de 1917 é demolido.
- 18 de março de 1969 — Variante Glicério–Guatambu; Guatambu desativada. Abre a variante Glicério–Guatambu, parte da retificação Lins–Araçatuba, e nova estação em Glicério.
- 1970 — Variante de Lins chega a Cafelândia. A linha passa a contornar Cafelândia; a estação original (Penna, 1908) e Paredão são desativadas.
- 15 de agosto de 1970 — A linha sai do centro de Promissão. Com a variante Lins–Araçatuba, a linha é retirada do local original e uma nova estação é construída.
- 1971 — Paulista é incorporada à FEPASA. A Companhia Paulista passa à estatal FEPASA, que reúne as ferrovias paulistas.
- c. 1971 — Fim da retificação Lins–Araçatuba. Capituva e Urutágua, no traçado antigo entre Promissão e Penápolis, são desativadas com a retificação.
- 25 de fevereiro de 1971 — Os trilhos saem do centro de São Simão. Variante Tambaú–Bento Quirino, com nova estação fora da cidade.
- 1974 — Cremalheira na Serra do Mar. O sistema de cremalheira-aderência substitui os planos inclinados da Serra Velha.
- 1977 — Variante Boa Vista–Guedes. A FEPASA liga a Mogiana à linha da Paulista em Boa Vista (Campinas); o trecho Campinas–Jaguariúna perde os trens regulares.
- fevereiro de 1977 — Últimos passageiros no Ramal de Descalvado e no de Piracicaba. Depois de Pirassununga–Descalvado (julho de 1976), acabam os trens de passageiros entre Cordeirópolis e Pirassununga e no Ramal de Piracicaba (20/2/1977).
- 1979 — Variante Guedes–Mato Seco. Os trilhos são retirados de Mogi Mirim e Mogi Guaçu.
- 1980 — Variante Santa Gertrudes–Itirapina. A FEPASA abre a variante que contorna Rio Claro; a linha por Batovi é arrancada.
- 1984 — Desativado o funicular da Serra Nova. Os planos inclinados de 1901 deixam de transportar cargas; a partir de 1987, um trecho vira atração turística.
- outubro de 1990 — Lussanvira some sob a represa de Três Irmãos. O enchimento do reservatório submerge a estação e a Ponte Novo Oriente.
- 1992 — Contorno ferroviário de Araçatuba. A linha deixa o centro de Araçatuba e uma quarta estação é construída.
- c. 1995 — Fim dos trens de passageiros. O transporte de passageiros é suprimido na linha.
- 30 de novembro de 1995 — Último trem de passageiros em Santos. A estação do Valongo recebe o último trem de passageiros; a descida da serra fica só para cargas.
- 1996 — Privatização: Ferrovia Novoeste. A malha passa à concessionária Novoeste, apenas com cargas.
- 11 de agosto de 1997 — Fim dos trens de passageiros na Mogiana. Suprimidos os trens de passageiros para Ribeirão Preto.
- 16 de janeiro de 1999 — Último trem de passageiros na Sorocabana. A Ferroban, sucessora da FEPASA, suprime os trens de longo percurso da linha-tronco. A linha segue com trens de carga.
- março de 2001 — Fim dos trens de passageiros da antiga Paulista. Os últimos trens de passageiros, nos anos finais só entre Campinas e Araraquara, deixam de circular.
- 2020 — Estação de Birigui vira Centro de Informações Turísticas. O prédio de 1969, restaurado pela prefeitura, ganha nova função.